Atrasei a ser feliz.

Bosque aberto,
Coberto,
Verde ao redor
Sintonia bela
Quem dera,
Antes fora melhor.

Caminhos que dão
Ao destino maior.
Retrato do atraso,
Que putativo e raso,
Quebra meu dia,
Como uma singela avaria
No peito de quem chegou
Esperando restar esperança,
Na desconfiança da lágrima que dói .

Risos maltratam,
choro enforcado,
engasgado com seus próprios temores,
por teres atrasado.

O bosque mudou o caminho.
Me perdi, por sorte, encontrado estou.
Foi preciso me desprender,
do silêncio covarde de minh’alma.

Destarte, há um grifo a ser preenchido
Não termino isto,
Pois veemente creio,
Que a luz torne a brilhar
Na decisão que não é minha
É de quem o troféu dará.

Não escondo o escondido,
Sincero e limpo,
Aguardo o julgamento
Do atraso do momento
Em que o tempo dirá
Meu sofrimento
Ou alento de ter
a esperança viver

Escolha autora.
Pois o discurso prolatado
Se agonia no suspense.

Em minha defesa,
Me atrasei,
Mas lutarei para repor a lua
E tornar a se pôr o dia.

Porque só quem perdeu
Sabe o que é a lua sem o fim do dia.
Atraso eu,
após o por do sol.

 

Por: Victor Hugo Felix

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